
Vai (Menina, Amanhã de Manhã)
Tom Zé
Crítica à repressão e esperança em "Vai (Menina, Amanhã de Manhã)"
Em "Vai (Menina, Amanhã de Manhã)", Tom Zé utiliza uma linguagem leve e otimista para abordar, de forma sutil, a repressão vivida no Brasil durante a ditadura militar. Impedido de se expressar abertamente por causa da censura, o artista recorre a metáforas para transmitir a ideia de que a felicidade — representando liberdade e justiça social — pode surgir de maneira repentina e incontrolável. O uso do verbo "desabar" sugere que essa mudança é inevitável e coletiva, atingindo a todos: "Na hora ninguém escapa / De baixo da cama ninguém se esconde". Esse trecho reforça a ideia de que, mesmo sob repressão, a esperança de transformação permanece viva e pode se manifestar de forma abrangente.
A canção também se destaca pelo uso de jogos de palavras e associações sonoras, como "graça", "lata", "praça", "traça", que reforçam a multiplicidade e a imprevisibilidade da felicidade. Ao brincar com as palavras, Tom Zé sugere que a felicidade — assim como a liberdade — é fluida, difícil de controlar e pode assumir diferentes formas. O trecho "Menina, olhe pra frente, oi / Menina, todo cuidado / Não queira dormir no ponto / Segure o jogo, atenção" funciona como um alerta para não perder a esperança e estar atento às oportunidades de mudança, mesmo em tempos difíceis. Dessa forma, a música se apresenta como um convite à resistência e à vigilância, disfarçado sob uma atmosfera lúdica e otimista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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