
Democracia
Tom Zé
Ironia e crítica política em "Democracia" de Tom Zé
Em "Democracia", Tom Zé utiliza ironia e jogos de palavras para questionar a real natureza do sistema democrático no Brasil. O refrão “É o demo o demo a demó” brinca com a semelhança sonora entre “demo” (de democracia) e “demônio”, sugerindo que a democracia pode ter lados obscuros e traiçoeiros. Essa escolha reforça a crítica de que, apesar das promessas, a democracia muitas vezes engana e frustra quem nela deposita esperança, como nos versos “Democracia que me engana / na gana que tenho dela”.
A letra apresenta a democracia como uma figura volúvel e ambígua, que “atua quando me ouso / amua quando repouso”, mostrando sua inconstância. Metáforas como “cigana ela se revela” e “anda nua” reforçam a ideia de sedução e imprevisibilidade, tornando difícil confiar plenamente nesse sistema. O trecho “democracia que escorrega / na regra não se pendura / na trégua não se segura” evidencia a dificuldade de manter princípios e estabilidade, refletindo a frustração de Tom Zé com a política brasileira, sentimento que ele já expressou ao desejar “um país normal”.
No final, a música revela a dependência do indivíduo em relação à democracia: “não me deixe / sou peixe que fora d'água / se queixa, morre de mágoa”. Apesar das críticas, Tom Zé reconhece que a democracia é essencial, mesmo com suas falhas. A canção provoca o ouvinte a refletir sobre as contradições do sistema democrático, usando humor e ironia para questionar até que ponto ele realmente cumpre o que promete.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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