
Identificação
Tom Zé
Crítica à desumanização burocrática em “Identificação”
Em “Identificação”, Tom Zé faz uma crítica direta à forma como a sociedade moderna transforma o indivíduo em apenas mais um número dentro de sistemas burocráticos. A letra destaca a repetição de siglas como “RG”, “CIC”, “ISS” e “INPS”, além de dados como “impulsos de medo, 1.106” e “alegrias, alegriazinhas espontâneas, 2”, para mostrar como a identidade pessoal é reduzida a estatísticas e registros. O artista usa ironia ao expor que, nesse contexto, a pessoa perde sua singularidade e se torna um “zumbi sem sepultura”, alguém sem voz ou individualidade diante das engrenagens sociais.
Tom Zé aprofunda a crítica ao listar detalhes íntimos e rotineiros, como “idas ao banheiro para atividades diversas, 36” e “horas semanais de catequização pela TV, 16”, sugerindo que até os momentos mais pessoais são monitorados e catalogados. Ao mencionar o “abatimento pelo consumo de alimentos envenenados” e o “desgosto que se padece naquela fila do INPS”, ele conecta a letra a problemas reais, como o sofrimento causado pela burocracia e pela cultura de massa. O final da música, ao falar do cidadão “classificado, numerado”, reforça a denúncia sobre a desumanização e o conformismo, tornando “Identificação” um retrato crítico da vida urbana e da perda de identidade diante dos sistemas sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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