
Requerimento À Censura
Tom Zé
Crítica à censura e à burocracia em “Requerimento À Censura”
Em “Requerimento À Censura”, Tom Zé utiliza a estrutura e a linguagem de um documento burocrático para ironizar o processo de censura imposto aos artistas durante a ditadura militar brasileira. Ao transformar o ato de submeter letras à aprovação do Estado em música, ele expõe o absurdo da formalidade e da submissão exigidas dos criadores. Expressões como “Vem mui respeitosamente solicitar” e a repetição de “nestes termos” e “pede defé defé / De fede fede fede / De-fe-ri-men-to” reforçam o tom satírico, zombando da pompa e da rigidez dos documentos oficiais.
O contexto histórico é essencial para compreender a crítica: na época, artistas precisavam enviar suas obras para avaliação prévia, e a letra faz referência direta a esse procedimento, citando cargos, endereços e datas fictícias, como “mil novecentos e 2010”. Essa mistura de tempos sugere que a censura pode ser um problema recorrente. Ao inserir esse pedido formal dentro de uma canção, Tom Zé não apenas ironiza a existência da censura, mas também questiona a legitimidade de qualquer autoridade que tenta controlar a expressão artística. O resultado é uma crítica incisiva, que revela o vazio e o absurdo da burocracia quando levada ao extremo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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