
Chamegá
Tom Zé
Crítica à padronização musical em “Chamegá” de Tom Zé
Em “Chamegá”, Tom Zé faz uma crítica bem-humorada à padronização da música brasileira sob influência estrangeira, especialmente do pop e do rock internacional. Ao mencionar a "camisa-de-força do metronímico 4 por 4 Rock-Pop-Box", ele expressa seu incômodo com a imposição de ritmos estrangeiros e a consequente perda de identidade musical. Trechos como “Ah, puta que pariu, bate funk, bate folk” ironizam a invasão desses estilos e mostram como a cultura brasileira, rica em ritmos próprios como o chamego e a embolada, foi "espezinhada" e forçada a se adaptar a padrões externos.
O termo “Chamegá” e as referências a Luiz Gonzaga e Olodum reforçam a conexão da música com as raízes nordestinas e a valorização da dança e da interação popular. Elementos como a 'umbigada' e o 'bate-bunda', citados no encarte do álbum, destacam a proposta de Tom Zé de resgatar a espontaneidade e a corporeidade da música brasileira, em contraste com a rigidez dos ritmos internacionais. Dessa forma, “Chamegá” se apresenta como um manifesto pela liberdade criativa e pela preservação da autenticidade cultural, usando humor e irreverência para questionar a dominação estrangeira e celebrar a inventividade local.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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