
A Boca da Cabeça
Tom Zé
Humor e crítica social em "A Boca da Cabeça" de Tom Zé
Em "A Boca da Cabeça", Tom Zé transforma as partes do corpo em personagens com vontades e opiniões próprias, criando um clima lúdico e irônico. Ao afirmar: “a boca anda louca / o nariz é quem diz / o dente é muito valente / mas é a língua que xinga”, ele sugere que cada órgão tem seu papel em situações sociais, como conflitos e fofocas. Essa escolha reflete o estilo experimental do artista, que costuma usar o corpo como metáfora para discutir temas de identidade e sociedade.
Na segunda parte da música, Tom Zé faz uma crítica à censura e à repressão da liberdade artística. Quando canta: “Se uma boca de cantor / já não pode dizer / que é uma coisa pura / uma cabeça de poeta / certamente que não passa nem pela censura”, ele aponta para as dificuldades enfrentadas por artistas e poetas para se expressarem livremente. O verso “se a cabeça é dura / ela é pura loucura / encuca e fica maluca” ironiza a resistência diante dessas pressões. O encerramento, “nem saliva se livra da língua / da vida da vizinha / vida vida vidazinha”, reforça o tom bem-humorado e crítico, mostrando como a comunicação está sempre sujeita a mal-entendidos e fofocas. Assim, Tom Zé usa o humor e a criatividade para provocar reflexões sobre cultura, política e comportamento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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