
Vaqueiro Desprezado
Ton Oliveira
Despedida e crítica social em "Vaqueiro Desprezado"
"Vaqueiro Desprezado", de Ton Oliveira, retrata a despedida dolorosa de um vaqueiro idoso, abordando tanto o sofrimento pessoal quanto uma crítica social à falta de reconhecimento dos trabalhadores rurais no Nordeste. No trecho “Não me mande pra cidade / Me deixe aqui por bondade / Na sua propriedade / Pelo senhor protegido”, o vaqueiro expressa o medo de ser abandonado após anos de dedicação, mostrando sua forte ligação com a terra e o receio de perder sua identidade. O patrão, ao dizer “Mas não vou gastar dinheiro / Pra sustentar um vaqueiro / Que não quer mas trabalhar”, representa a insensibilidade de um sistema que valoriza apenas a produtividade, ignorando a história e o valor humano de quem serviu por tanto tempo.
A despedida do vaqueiro ao gado, citando cada animal pelo nome, revela o apego afetivo e a importância da fazenda em sua vida, indo além do simples trabalho. Ton Oliveira, inspirado pelas tradições nordestinas e pela poesia popular, utiliza a canção para dar voz ao abandono enfrentado por muitos trabalhadores rurais idosos. O apelo final — “agricultor fazendeiro / deputado ou engenheiro / protegem o pobre vaqueiro / não deixem morrer de fome” — transforma a experiência individual em um pedido coletivo por respeito e dignidade. Assim, a música se destaca como um retrato direto e sensível das injustiças sociais, mantendo a simplicidade e emoção características do forró nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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