
Buzú
Tonho Matéria
O cotidiano do trabalhador em "Buzú" de Tonho Matéria
A música "Buzú", de Tonho Matéria, retrata de forma leve e bem-humorada a rotina do trabalhador brasileiro que depende do transporte público, especialmente quando o dinheiro acaba antes do fim do mês. O termo "buzú", gíria baiana para ônibus, aproxima a canção da realidade local e reforça a identificação com quem enfrenta diariamente essa situação. O verso “No zefini da grana / O bolso fica quase nú / A onda agora é andar de buzú” mostra como, diante da falta de dinheiro, o ônibus se torna a única opção acessível para se locomover.
A letra descreve a semana do personagem, misturando trabalho, lazer e referências à cultura afro-baiana, como em “Na quinta e sexta vou curtir o cantarerê / Sábado a noite me preparo pro ilê”. Esses trechos destacam a busca por alegria e pertencimento cultural, mesmo em meio às dificuldades financeiras. O domingo, por sua vez, traz o cansaço e a preocupação com o futuro, refletindo a exaustão comum a muitos trabalhadores. No final, Tonho Matéria faz uma crítica social ao afirmar: “Pois sem cultura, sem ternura e sem noção / Torna-se rara a flor da vida da nação”, ressaltando que a falta de acesso à cultura e de recursos empobrece toda a sociedade. Apesar das dificuldades, a música transmite esperança na capacidade de superação do povo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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