
Corrido de São Bento Grande
Tonho Matéria
Tradição e resistência em "Corrido de São Bento Grande"
Em "Corrido de São Bento Grande", Tonho Matéria explora a capoeira como um espaço de afirmação pessoal e coletiva. A expressão “escrever o nome no fio de arame” simboliza o desejo de cada capoeirista de deixar sua marca na roda, mostrando que a capoeira vai além da luta ou dança: é um ambiente onde tradição, criatividade e identidade se encontram. A presença dos instrumentos típicos — berimbau, pandeiro e atabaque — e dos movimentos clássicos como "meia lua" e "rabo de arraia" reforça o respeito às raízes afro-brasileiras e à riqueza cultural que Tonho Matéria sempre valorizou em sua carreira.
A letra também transmite o clima descontraído e popular das rodas de capoeira, celebrando a energia coletiva em versos como “É a mangangá no balanço da canoa” e “Ê sacode a poeira e balance”. No entanto, a música não ignora os desafios e perigos do jogo, como mostra o trecho “Esse nego quer me derrubar / Ele carrega no corpo a ginga / E uma navalha na mão a cortar”, que faz referência à história da capoeira como arte de resistência e sobrevivência em contextos de opressão. O final, com o personagem ajoelhando “no pé do berimbau” e rezando, destaca o respeito à ancestralidade e à espiritualidade, elementos fundamentais da capoeira. Assim, a canção celebra a beleza, a complexidade social e a força histórica dessa expressão cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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