
Revolta dos Malês
Tonho Matéria
Diversidade e ancestralidade em “Revolta dos Malês”
A música “Revolta dos Malês”, de Tonho Matéria, destaca de forma clara e celebratória a diversidade étnica dos africanos escravizados que participaram do levante de 1835 em Salvador. Ao citar grupos como haussás, nagôs, tapas, bornus, cabindas, fulanis, mandingas, iorubás, jejes, minas, congos, malinkes e gruncis, a letra evidencia a riqueza cultural e religiosa dos envolvidos. Essa enumeração funciona como um resgate histórico, mostrando que a luta pela liberdade foi um movimento coletivo, formado por diferentes povos unidos por um objetivo comum. Assim, a canção reconhece a contribuição de cada etnia para a resistência negra na Bahia.
A menção a nomes como “Ahuna Negro malê” e “Pacífico Licutan Negro Malê” conecta a música à memória dos líderes reais da revolta, dando rosto e voz aos protagonistas desse episódio histórico. O trecho “Foi, foi Bamboche / Que trouxe o oráculo pra Bahia / Foi, foi Bamboche / Aquem os buzios respondia” destaca o papel dos líderes espirituais e das práticas religiosas africanas, como a consulta aos búzios, na organização e motivação do movimento. Ao trazer esses elementos para a canção, Tonho Matéria valoriza a cultura afro-brasileira e reforça a importância da resistência e da busca por liberdade, transformando a música em um instrumento de preservação da memória coletiva e de celebração da ancestralidade negra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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