
O menino da porteira
Tonico e Tinoco
Infância e luto no sertão em “O menino da porteira”
A música “O menino da porteira”, interpretada por Tonico e Tinoco, aborda de forma sensível a perda de um menino que costumava abrir a porteira e pedir para ouvir o berrante. A canção destaca o contraste entre a rotina simples e alegre do interior e o impacto profundo causado pela ausência repentina do garoto. Esse episódio mostra como gestos cotidianos e relações aparentemente pequenas podem marcar profundamente a vida das pessoas, especialmente em comunidades rurais, onde os laços são construídos na simplicidade do dia a dia.
Composta em 1955 e popularizada por Tonico e Tinoco, a música se tornou um símbolo da vida sertaneja e das tradições do campo. O ritmo cururu, típico do interior paulista, e a ambientação em cidades como Ouro Fino, Minas Gerais, reforçam a ligação da letra com a identidade regional. A figura do menino, que chegou a ser homenageada com um monumento, representa tanto a infância rural quanto a vulnerabilidade diante dos perigos do sertão, como na passagem “Quem matou o meu fiiinho / Foi um boi sem coração”. O juramento do boiadeiro de nunca mais tocar o berrante naquele trecho da estrada simboliza o luto e o respeito à memória do menino, transformando a música em um lamento coletivo sobre perdas e saudades no universo sertanejo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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