Caminhos do Jequitinhonha
Toninho Borges
Memória e identidade regional em "Caminhos do Jequitinhonha"
"Caminhos do Jequitinhonha", de Toninho Borges, expressa uma forte ligação afetiva e identitária do artista com o Vale do Jequitinhonha. Logo no início, versos como “Sou do jequitinhonha, Sou filho filho de vaqueiro” deixam clara a origem do cantor e sua conexão com a cultura local. A letra faz um retrato nostálgico da região, citando cidades como Almenara, Medina, Salinas, Pedra Azul, Itaobim, Turmalina, Diamantina e Minas Novas, além de elementos naturais como "caviuna, pau brasil" e "cascatas". Essas referências situam o ouvinte no território e reforçam a preocupação do artista com a preservação ambiental e cultural, especialmente ao mencionar as “matas tão devastas”.
O contexto de vida de Toninho Borges, que cresceu em Araçuaí e participou de folias de Santo Reis, explica a valorização das tradições e da linguagem simples do povo do vale, presentes em versos como “Canto em veros e trovas” e “Levando por essa estrada, cantigas e poesias”. O trecho “Vá com deus filho meu, Cuidado no piauí” traz a oralidade e o cuidado materno típico das despedidas em comunidades rurais. Já “lá na barra do pontal, desagua o araçuaí” encerra a canção com uma imagem de pertencimento e ciclo, já que Araçuaí é a cidade natal do artista e o rio simboliza vida e continuidade. Assim, a música celebra as raízes do Jequitinhonha, ao mesmo tempo em que lamenta as perdas e mudanças, transmitindo orgulho, saudade e desejo de preservação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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