
Fiz Leilão De Mim
Tony de Matos
Solidão e autodepreciação em "Fiz Leilão De Mim"
Em "Fiz Leilão De Mim", Tony de Matos utiliza a metáfora do leilão para retratar a sensação de desvalorização pessoal e cansaço de si mesmo. Ao propor que seus sentimentos, versos e até o próprio "fado" sejam vendidos como mercadoria, o eu lírico revela uma profunda autodepreciação e o desejo de se livrar de sua própria existência. O trecho “Venda ao desbarato / Venda o lote inteiro / Que ando de mim farto” deixa claro esse esgotamento, enquanto a ausência de interessados no leilão, expressa em “Mas de mau que sou / Ninguém gritou arrematado”, reforça o sentimento de rejeição e solidão.
O contexto do fado, gênero marcado pela saudade e introspecção, intensifica o tom melancólico da música. A letra também aborda a autocrítica e a busca por reconhecimento, como em “Meus versos que não são versos / Atirei ao chão dispersos”, mostrando a descrença no próprio valor e a tentativa frustrada de encontrar validação externa. Quando o personagem tenta leiloar sua ternura e carinho, é chamado de louco e permanece sozinho, sugerindo uma crítica à insensibilidade diante da vulnerabilidade. O verso final, “Até vir a morte / Vou ficar comigo”, resume a resignação amarga de quem, mesmo tentando se desfazer de si, percebe que não há como escapar da própria solidão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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