
Meu Pai Oxalá
Toquinho
Relação entre fé e cotidiano em “Meu Pai Oxalá” de Toquinho
“Meu Pai Oxalá”, de Toquinho, destaca a forte ligação do compositor com o universo do Candomblé, religião afro-brasileira que Vinícius de Moraes passou a conhecer melhor após seu casamento com Gesse Gessy. A música utiliza saudações tradicionais como “Atotô, abaluaiê” — um pedido de silêncio e respeito a Omulu — e faz referência direta a orixás como Oxalá, Omulu, Iansã e Xangô. Ao chamar Oxalá de “rei” e pedir proteção em “Meu pai Oxalá é o rei, venha me valer”, a letra revela um tom devocional e um pedido sincero de amparo espiritual.
A canção cria uma atmosfera de ritual e procissão, especialmente ao descrever Oxalá como “Linda no seu manto todo branco em meio à procissão”, reforçando sua associação com a cor branca e a paz. O verso “Que vontade de chorar no terreiro de Oxalá” expressa a intensidade emocional de uma experiência religiosa, enquanto a menção à “minha ingrata que era filha de Iansã” insere um drama pessoal no contexto dos orixás, já que Iansã é símbolo de força e paixão. A presença de Xangô, “num balanceio cheio de paixão”, reforça a mistura entre o sagrado e o cotidiano. Assim, a música celebra a riqueza simbólica do Candomblé e traduz em versos a busca por proteção, consolo e sentido diante das dores e alegrias da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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