
Atirei No Mar
Três Ceguinhas
Metáforas e cotidiano nordestino em “Atirei No Mar”
O refrão de “Atirei No Mar”, das Três Ceguinhas, usa metáforas para mostrar as surpresas e consequências do amor. Quando cantam “Atirei no mar, o mar vazou; Atirei na moreninha, baleei o meu amor”, a letra brinca com a ideia de que, ao tentar conquistar alguém, o próprio apaixonado pode acabar ferido. Essa imagem, típica do coco de embolada nordestino, mistura humor e poesia para falar dos tropeços e imprevistos da paixão.
A música também retrata o cotidiano do interior nordestino, mostrando tradições como pedir a mão da moça ao pai, namorar na encruzilhada e usar o lenço branco como sinal de interesse. Versos como “meu benzin' num chore não, que eu me caso com você” e “boto a enxada nas costas, trabalho num roçado onde for” reforçam a simplicidade e sinceridade do amor rural, com o pretendente disposto a enfrentar dificuldades pela pessoa amada. O uso de trocadilhos e brincadeiras, como “sete e sete são catorze, e com mais sete vinte e um, tenho sete namorado e só posso casar com um”, traz leveza e bom humor, marcas do estilo das Três Ceguinhas.
O contexto das intérpretes, que superaram adversidades e conquistaram reconhecimento nacional, dá ainda mais força à canção. “Atirei No Mar” vai além de uma declaração de amor: é um retrato da cultura popular nordestina, celebrando criatividade, resiliência e alegria de viver, mesmo diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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