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A Geração Não Morre

Tribo da Periferia

Letra

    Tempos de outrora
    Que não voltam mais a alma, agradece
    Cativeiro, acabou ou ou ou
    Coração chora
    Que ficou pra trás não se esquece
    Mas o tempo levou
    Afastou de mim o pranto
    Curou as minhas feridas
    Hoje sou feliz e canto
    Encontrei com a vida
    As palavras não voltam vazias
    Pois tenho fé no Deus que me ilumina
    Pois a minha alegria vem depois
    Com a certeza que a geração não morre
    A geração não morre
    Porque o negro é forte
    O respeito é guerreiro e ele não foge da luta

    A geração não morre
    A geração não morre

    Não vai morrer a geração só escuro mameluco
    Pode vim perseguição que sobrevivemos a tudo
    Até a maldita escravidão no início do mundo veja o que gera
    São negros atualizados pronto pra guerra
    Enfrentamos a qualquer miséria

    E pode mandar polícia com armas de combate para atirar
    Invadir a nossa favela e bancar o desastre vamos continuar
    Porque a maloca é grande, é grande
    Bem mais forte que antes, que antes
    Expressão fulminante ideologia na mente, atitude no sangue

    É só quem é negro sabe
    O que é a desigualdade
    Só quem é negro sabe
    A origem da realidade

    Sair dos porões navios no calabouço do sistema
    Se libertado das correntes, hoje aprisionado por algemas
    Mas somos fortes branquinho corre que o preto vai atirar
    Segura o verbo nego não morre
    Não morre
    Enquanto não se libertar
    Pois no mundo negreiro é só mais um guerreiro com sangue no olho
    Maloqueiro
    É fora da lei mas justiceiro
    Eu canto pela paz e não pelo dinheiro
    Veja só!
    Estou na favela
    Evolução da senzala não sei se é melhor
    População crucificada pelo sistema sem dó
    Vamos zumbi, vamos herdando missão de ganga zumba
    Lutando contra a aquisição, organizando a fuga

    Valeu população negra
    Vencemos mais uma fase
    Nos encontramos próximo Quilombo dos Palmares
    Quilombo dos Palmares

    Sou brasileiro, sou guerreiro, das favelas, dos becos, sou da rua
    Eu sou do chão gelado, do berço do sereno
    Vou sofrendo, vou vivendo e aprendendo
    Mais eu só quero é viver em paz
    Mais eu só quero é viver em paz
    Eu só quero é viver em paz
    Eu vou encontrar minha paz

    Não vai morrer a geração
    Não vai morrer a geração
    Não vai morrer a geração
    Não vai morrer a geração


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