
Eu voltei
Trilha Sonora Do Gueto
Resistência e transformação em "Eu voltei" da Trilha Sonora Do Gueto
"Eu voltei", da Trilha Sonora Do Gueto, retrata de forma direta a realidade da periferia, usando a trajetória de Kaskão para mostrar os desafios diários de quem vive à margem. A letra destaca como escolhas difíceis, violência e a busca por sobrevivência marcam a vida desses jovens. Um ponto importante é o simbolismo da caneta Bic, que representa a possibilidade de transformação por meio da escrita e do rap. O verso “Quem diria que uma bic mudaria o roteiro de uma trajetória fictícia de medo” mostra que a arte e a palavra podem ser armas poderosas contra o destino imposto pela desigualdade social.
A música mistura relatos pessoais com críticas sociais, abordando o impacto do crime, da repressão policial e do abandono do Estado sobre os jovens do Capão Redondo. Referências como “grupo de extermínio, líder cabo bruno” e “pra nóis a polícia mata somente pobre e preto” conectam a letra ao contexto real das periferias paulistanas, onde a violência institucional é constante. O refrão “eu voltei” simboliza não só o retorno físico de Kaskão, mas também um reencontro com suas origens e com o compromisso do rap de protesto, mesmo quando o gênero se populariza e perde parte de sua força crítica. A valorização da família e das raízes aparece nos versos sobre o pai e a mãe, reforçando a ideia de que sempre é possível recomeçar e manter a dignidade. "Eu voltei" é um grito de resistência e orgulho de quem sobrevive e não se rende ao sistema.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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