Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar
Tão valente a cantar

Tengo, lengo, tengo, lengo, tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo, tengo, lengo, tengo

Êh!!! gado, oh!!!
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
Nas quebradas do sertão
Nunca mais ouvirão
Seu cantar, meu irmão

Tengo, lengo, tengo, lengo, tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo, tengo, lengo, tengo

Sacudido numa cova
Desprezado do senhor
Só lembrando do cachorro
Que ainda chora sua dor
É demais tanta dor
A chorar com amor

Tengo, lengo, tengo, lengo, tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo, tengo, lengo, tengo

Êh!! gado, oh!!!
Êh, êh, êh, êh, êh, êh

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Composição: Luiz Gonzaga / Nelson Barbalho. Essa informação está errada? Nos avise.

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