
Sobradinho
Trio Nordestino
O drama do sertão baiano em “Sobradinho” do Trio Nordestino
A música “Sobradinho”, do Trio Nordestino, retrata de forma clara e sensível o sofrimento das populações do sertão baiano diante da construção da Barragem de Sobradinho. A letra transforma a antiga profecia do beato — “o sertão ia alagar” — em realidade, mostrando como a intervenção humana ao “desfazer a natureza” traz consequências profundas e irreversíveis para quem vive na região. Ao citar cidades como Remanso, Casa Nova, Sento Sé e Pilão Arcado, a canção se conecta diretamente a fatos históricos: todas essas cidades foram submersas pelo lago da represa, forçando milhares de pessoas a abandonar suas casas e suas histórias.
O refrão “O sertão vai virar mar / Dá no coração / O medo que algum dia / O mar também vire sertão” resume o sentimento de insegurança e perda, sugerindo uma inversão trágica. Se o sertão pode ser inundado, nada impede que o mar, símbolo de fartura, também seque e vire sertão. Essa metáfora reforça a vulnerabilidade das comunidades diante de grandes obras e decisões externas, além de expressar o medo de que o ciclo de destruição continue. O tom de despedida nos versos “Adeus Remanso, Casanova, Sento Sé / Adeus Pilão Arcado veio o rio te engolir” evidencia a dor do deslocamento forçado e da perda de raízes, tornando a música um retrato fiel do impacto humano e emocional causado pela transformação do sertão em mar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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