
A Moça do Carro de Boi
Trio Parada Dura
Luto, parceria e mistério em “A Moça do Carro de Boi”
Em “A Moça do Carro de Boi”, do Trio Parada Dura, não é só o trabalho rural que importa, mas o luto que une gente e boiada. O velho carreiro confia a função à filha, e “Somente a moça, a boiada obedecia”. Sua presença e seu grito tiravam o carro do lamaçal e do “terrível pantanal”, enquanto o ranger típico, o “gemer cocão”, marcava o esforço. Quando ela adoece, os bois rejeitam qualquer outro carreiro e só andam quando a veem à janela. O refrão volta ao “mistério” de uma voz que segue guiando os animais depois da morte, recurso do sertão para explicar vínculos que não se quebram.
Lançada em 1980, no álbum Blusa Vermelha, a canção reforça valores sertanejos de parceria e fidelidade. No funeral, a boiada conduz a moça “passos lentos”, levando o caixão “Qual uma flor de estimação”, gesto que traduz respeito e saudade. A letra acolhe a dúvida religiosa e folclórica: “ninguém sabe se não foi a voz da moça do além tocando os bois”. Depois, “o velho carro... silenciou” e “a boiada nunca mais quis carrear”, morrendo “um a um pelos currais”. Ao ligar a obediência à moça ao luto que paralisa, a música mostra um mundo em que trabalho, afeto e morte caminham juntos — e onde o silêncio final pesa tanto quanto o grito que, em vida, fazia a boiada seguir.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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