
Bicho Bom é Mulher
Trio Parada Dura
Entre bravata e afeto sincero em “Bicho Bom é Mulher”
“Bicho Bom é Mulher”, do Trio Parada Dura, saiu em 1983 no álbum Luz da Minha Vida. Assinada por Vicente Dias, Luiz de Lara e Barrerito, a canção joga com uma contradição: ostenta a fantasia de ter várias, mas reconhece que uma só, se sincera e carinhosa, basta. O eu lírico contrapõe a imagem do macho destemido que encara perigo ao homem que, diante da mulher, precisa tratar com jeito, respeito e amor. O recado se alinha ao espírito do grupo: mais que cor de cabelo ou dinheiro, valem sinceridade e afeto. Ao relativizar aparência e classe social, a música desloca o foco do padrão para a atitude e aproxima a bravata de boteco do sentimento verdadeiro.
No desfecho, o humor sertanejo aparece no duplo sentido: o sujeito que já enfrentou cobra e escorpião, tem veneno no sangue, mas não resiste à ferroada feminina. A imagem pode ser lida como sedução irresistível, que derruba qualquer valentia, e como o golpe do amor, que fere por dentro e desarma. Em ambas as leituras, a mulher surge como força que marca e transforma a vida do homem. Entre a galhofa e o afeto, “Bicho Bom é Mulher” celebra a influência feminina e cutuca a masculinidade: para ser de verdade, precisa ser firme sem perder o cuidado, e respeitar quem retribui com carinho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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