
Cicatrizes
Trio Parada Dura
As marcas históricas da escravidão em "Cicatrizes"
A música "Cicatrizes", do Trio Parada Dura, aborda de maneira direta as marcas profundas deixadas pela escravidão no Brasil, mesmo após a abolição. O verso “Só ficaram cicatrizes das chicotadas que levou” mostra que, apesar do 13 de maio representar a liberdade formal, as consequências do sofrimento vivido pelos escravizados continuam presentes, tanto no corpo quanto na memória coletiva. O termo “cicatrizes” é usado como símbolo dos traumas históricos que não desaparecem apenas com a mudança de leis.
A letra descreve o cotidiano violento dos escravizados, como em “Trabalhava e apanhava sem ao menos merecer”, e destaca a falta de proteção, evidenciada em “Preto velho na Senzala não tinha a quem recorrer”. O refrão “Qual é a mãe que não chora vendo seu filho apanhar” amplia o sofrimento, mostrando o impacto sobre famílias inteiras e a comunidade. Ao trazer esse contexto histórico, a canção vai além de relatar fatos do passado: ela denuncia a herança de dor e injustiça que ainda influencia a sociedade brasileira, convidando à reflexão sobre as marcas que permanecem até hoje.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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