
Elevação Mental
Triz
Identidade e resistência em "Elevação Mental" de Triz
Em "Elevação Mental", Triz deixa claro desde o início que não aceita rótulos tradicionais de gênero. Ao afirmar “eu não to aqui pra representar o rap feminino não, certo? E muito menos o masculino”, o artista desafia a binaridade e questiona as expectativas sociais sobre identidade. Essa postura ganha ainda mais significado ao considerarmos que Triz é um rapper não binário, que utiliza sua música para reivindicar respeito e visibilidade para pessoas LGBTQIA+, especialmente em um cenário musical historicamente marcado pelo machismo e pela homofobia.
A letra traz um tom crítico e de afirmação pessoal, abordando tanto as dificuldades do dia a dia quanto a resistência ao preconceito. Versos como “Foda-se se o mano é gay, o que importa é o coração” e “Brasil, país que mais mata pessoas trans / Espero que a estatística não suba amanhã” conectam a experiência de Triz à dura realidade enfrentada por pessoas trans e não binárias no Brasil, um dos países com maiores índices de violência contra essa população. Ao mesmo tempo, trechos como “O preconceito não te leva a nada / Não seja mais um babaca de mente fechada / Por que o ódio mata, mas o amor sara” reforçam a mensagem de empatia e a busca por uma sociedade mais justa. Assim, a música se apresenta como um manifesto de resistência, orgulho e convite à reflexão, usando o rap como ferramenta de denúncia e transformação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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