
Samaúma
Tulipa Ruiz
A força do feminino e da natureza em “Samaúma” de Tulipa Ruiz
Em “Samaúma”, Tulipa Ruiz explora a conexão profunda entre o corpo feminino, a natureza e elementos míticos da Amazônia. A letra destaca a samaúma, conhecida como "Árvore da Vida", como símbolo de proteção e renascimento. No verso “uma samaúma de 90 metros / Que me salvou na última enxurrada”, a árvore assume papel ativo, representando abrigo e força diante das adversidades, especialmente para a mulher retratada na canção.
A música mistura imagens sensoriais e rituais cotidianos, como em “massageio a coluna / Na parte mais aguda de uma pedra molhada” e “vou tingir com terra os meus quadris”. Esses trechos mostram o corpo feminino em contato direto com a terra e a água, reforçando uma relação de respeito e prazer com o ambiente. Referências à piracema e ao boto trazem à tona temas de fertilidade, transformação e mistério. A repetição de “meu verbo vira espuma, eu viro espuma” sugere entrega total, onde linguagem, corpo e natureza se fundem. Já o verso “cachoeira na nuca é o melhor cafuné” traduz o cuidado e o prazer proporcionados pela natureza. Assim, “Samaúma” celebra a potência do feminino em comunhão com o ambiente, usando elementos naturais para expressar autoconhecimento, prazer e pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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