
Satan's a Woman
Twin Temple
Desconstrução de gênero e poder em “Satan’s a Woman”
Em “Satan’s a Woman”, Twin Temple desafia abertamente a tradição patriarcal ao propor uma figura feminina para o diabo, rompendo com o arquétipo clássico do diabo como homem. Ao repetir “Satan’s a woman” e rejeitar a ideia do diabo como um “gentleman”, a banda questiona a associação histórica entre poder, rebeldia e masculinidade. Trechos como “Make my own money / Make my own blood / And I always get both on the first of the month” (“Faço meu próprio dinheiro / Faço meu próprio sangue / E sempre consigo os dois no primeiro do mês”) destacam uma personagem feminina autônoma, que não depende de rituais tradicionais, mas sim de sua própria agência e independência. Isso reflete temas de feminismo e individualismo, presentes no contexto artístico do Twin Temple.
A letra também utiliza frases como “I got breasts I’m the adversary / You wanna summon me / Bow down to the queen” (“Tenho seios, sou a adversária / Você quer me invocar / Curve-se diante da rainha”), reforçando que o poder feminino pode ser tão desafiador e subversivo quanto qualquer representação masculina do mal. A escolha do nome “Lucy” faz referência a Lúcifer, mas com um toque feminino, ampliando o duplo sentido e a provocação. Ao misturar elementos do doo-wop e do rock dos anos 50 e 60, estilos tradicionalmente conservadores, Twin Temple intensifica o contraste entre forma e conteúdo, tornando a mensagem de questionamento dos papéis de gênero e do domínio masculino ainda mais marcante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Twin Temple e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: