
Braba da Coro
Tz da Coronel
Realidade e resistência em "Braba da Coro" de Tz da Coronel
"Braba da Coro", de Tz da Coronel, retrata de forma direta a luta diária de jovens das periferias brasileiras diante da desigualdade social. O verso “Fazendo dinheiro a tropa joga sujo / Mano o jogo é sujo” mostra como, muitas vezes, a busca por respeito e ascensão social leva ao envolvimento com atividades ilícitas. Tz da Coronel utiliza sua experiência nas batalhas de rima e nas ruas de Cabo Frio para dar autenticidade ao relato, deixando claro que o desejo por “ouro” e “luxo” vai além da vaidade: é uma resposta à falta de oportunidades e ao desejo de superar as dificuldades, como ele expressa em “Nós almeja o ouro / Nós almeja o luxo / Mas eu quero em dobro”.
A música também destaca as consequências do crime, como em “crime não admite falha / Errou, com a vida se paga”, evidenciando o risco constante e a presença da violência no cotidiano. Referências como “Bala tá na agulha / Marola perfuma o ar” misturam armamento e consumo de drogas, elementos comuns na realidade retratada. O trecho “Preto rico, sem sair no jornal” denuncia o racismo estrutural e a invisibilidade das conquistas de pessoas negras, enquanto “Favela tá virando lenha na fogueira” aponta para o aumento da repressão e do preconceito contra as comunidades periféricas. Ao repetir “TZ trafica, trafica, trafica pente de 30”, o artista reforça a ideia de resistência, mas também expõe o ciclo de violência e exclusão vivido por muitos nas favelas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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