
Cavalos de Corrida
UHF
Crítica social e resistência em “Cavalos de Corrida” dos UHF
“Cavalos de Corrida”, da banda UHF, usa a metáfora dos cavalos forçados ao limite nas competições para denunciar a exploração e a pressão enfrentadas pela classe trabalhadora. O verso “Agora é que eles picam os cavalos, violando todas as leis” destaca como, em busca de lucro ou sucesso, regras e limites são ignorados, reforçando a crítica social central da música. Lançada durante o chamado “boom do rock português” e em um período de recente redemocratização, a canção ganhou força como símbolo de resistência urbana e intervenção social.
A repetição de “Agora, agora, agora, agora tu és um cavalo de corrida” aproxima o ouvinte do sentimento de ser reduzido a uma peça de produção, mostrando como a rotina exaustiva e a cobrança constante transformam pessoas em instrumentos descartáveis. Trechos como “a vida passa num flash” e “o filme deste massacre é a rotina Zé Ninguém” reforçam a sensação de anonimato e desgaste, com o “Zé Ninguém” representando o trabalhador comum, invisível diante do sistema. Com uma letra direta e cheia de energia, “Cavalos de Corrida” expressa a urgência e a revolta contra uma sociedade que normaliza a violência do sistema competitivo, consolidando-se como um hino do rock de intervenção em Portugal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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