
Ciúme
Ultraje a Rigor
Contradições modernas e humor em "Ciúme" do Ultraje a Rigor
"Ciúme", do Ultraje a Rigor, aborda de forma irônica o conflito entre o desejo de adotar valores modernos e a dificuldade de lidar com sentimentos tradicionais, como a possessividade. O eu lírico afirma querer ser "moderno" e permitir que sua parceira tenha liberdade e amizades, mas admite não conseguir evitar o ciúme: "Mas eu me mordo de ciúme". Esse contraste entre o discurso progressista e a prática revela como insegurança e medo de perder o outro ainda predominam, mesmo em quem busca relações mais igualitárias.
A letra tem um tom descontraído e cômico, especialmente nos versos finais, quando o personagem exagera suas reações: "eu me rasgo, eu me acabo, eu falo bobagem, eu faço bobagem, eu dou vexame". Essa abordagem reforça a sinceridade e a autocrítica do protagonista. Lançada em 1985, a música faz parte de um momento em que o rock brasileiro questionava valores tradicionais e buscava novas formas de relacionamento. O humor é usado como ferramenta para expor a hipocrisia e a dificuldade de romper com padrões antigos, tornando "Ciúme" uma canção atemporal, com a qual diferentes gerações podem se identificar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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