
Filha da Puta
Ultraje a Rigor
Crítica social e ironia em “Filha da Puta” do Ultraje a Rigor
Em “Filha da Puta”, o Ultraje a Rigor utiliza uma metáfora provocativa ao comparar o Brasil a uma mãe que "trabalha na zona". Essa imagem escancara o sentimento ambíguo de vergonha e afeto que muitos brasileiros têm pelo país. O uso do termo "filha da puta" vai além de um simples xingamento: é uma forma de expressar indignação diante da corrupção e do desvio de recursos públicos. Isso fica evidente no trecho: “E eu não vi nenhum tostão / Da grana toda que ela arrecadou / Na certa foi parar na mão / De algum maldito gigolô”. Aqui, o "gigolô" simboliza políticos e pessoas no poder que se beneficiam do dinheiro público, enquanto a população, os "filhos dessa dama", acaba sendo prejudicada pelo sistema.
A letra adota um tom irônico e direto, com humor ácido e linguagem informal, tornando a crítica sociopolítica acessível e marcante. Ao pedir desculpas pelo palavrão e afirmar que "não achei outra definição / Que pudesse explicar / Com tanta clareza / Aquilo tudo que a gente sente", a banda justifica o uso do termo forte como a única forma de traduzir a frustração coletiva. O refrão repetitivo reforça a ideia de que todos, de alguma maneira, estão envolvidos ou afetados por essa realidade. A música enfrentou censura extraoficial mesmo após o fim da censura oficial, o que destaca seu caráter provocativo e a relevância do tema abordado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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