
Nada a Declarar
Ultraje a Rigor
Crítica social e ironia em “Nada a Declarar” do Ultraje a Rigor
Em “Nada a Declarar”, o Ultraje a Rigor utiliza o humor e a ironia para criticar o marasmo cultural e a apatia social do final dos anos 90. A repetição do palavrão no refrão não é apenas uma provocação, mas uma sátira à moda de usar palavrões como símbolo de rebeldia ou criatividade. Roger Moreira brinca com a falta de assunto e a desmotivação do público, como mostram os versos “Eu não tenho nada pra dizer / Também não tenho mais o que fazer”, expondo a mesmice que ele percebia tanto na música quanto na sociedade da época.
A letra também faz referência à corrupção política, citando vereadores e deputados envolvidos em escândalos, e critica a plateia, que parece entediada e conformada. O convite para “agitar” e “detonar” é feito de forma irônica, sugerindo que até mesmo a rebeldia se tornou vazia e automática. O uso da metalinguagem, ao falar sobre a própria falta de assunto, reforça o tom descontraído e crítico da música. Assim, “Nada a Declarar” se destaca como um retrato bem-humorado do desânimo coletivo e da busca por autenticidade em meio ao vazio cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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