
Crescendo II - A Missão
Ultraje a Rigor
Crítica social e ironia em "Crescendo II - A Missão"
Em "Crescendo II - A Missão", Ultraje a Rigor, liderado por Roger Moreira, faz uma crítica direta ao processo de amadurecimento e à perda de valores ao longo da vida adulta. A música usa ironia para mostrar como crescer pode significar abrir mão dos próprios ideais, especialmente quando o dinheiro e o conformismo entram em cena. O refrão, "Santa inocência!", serve como um lamento pela pureza perdida e um alerta sobre como muitos acabam se tornando aquilo que criticavam na juventude. Trechos como “E se troca por dinheiro feito uma meretriz / E não consegue nem ser feliz” reforçam o tom desencantado e crítico em relação à sociedade adulta, que valoriza mais o materialismo do que a felicidade genuína.
A segunda parte da música traz um relato pessoal de Roger Moreira, que menciona ter sido falsamente acusado de corrupção de menores em Chapecó. Ele detalha a tentativa de suborno feita pela mãe da garota: “Me pediu um automóvel pra retirar a acusação / E como sou inocente eu disse não”. Aqui, a palavra "inocência" ganha um novo significado, referindo-se tanto à pureza quanto à inocência judicial do cantor. A ironia se intensifica quando Roger descreve a situação absurda em que se viu envolvido, invertendo os papéis de vítima e agressor. Ao final, a música sugere que amadurecer não deve significar perder a essência ou a inocência, mesmo em um mundo que parece recompensar o oposto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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