
Carteira de Habilitação
Um Barril de Rap
Contradições sociais e sonhos em "Carteira de Habilitação"
"Carteira de Habilitação", do grupo Um Barril de Rap, aborda de forma direta as contradições sociais e existenciais enfrentadas por jovens da periferia, especialmente aqueles que buscam ascensão por meio da arte. O verso “Nóia cheira pó, rico cheira a cobre, pobre cheira a ordem” destaca como vícios e problemas atingem todas as classes sociais, mas são tratados de maneiras diferentes, evidenciando a desigualdade e a hipocrisia presentes na sociedade. O grupo também critica a transformação do rap, que “cheira a pop”, sugerindo que o gênero perde parte de sua essência contestadora ao se aproximar do mainstream.
A letra mistura experiências pessoais, ambições e frustrações, como no trecho “Ela me fala sempre em futuro, em casamento, em esperança / Só que eu to puto, e sempre duro, to sem grana pra aliança”, que revela o conflito entre sonhos e a dura realidade financeira. Expressões como “transa no carro, viva negô” e “um brinde a vida e desce outra dose” mostram a busca por prazer imediato diante das incertezas do futuro. Além disso, a música reflete sobre identidade e confiança, como em “eu sou meu melhor amigo porque toda carne se trair”, indicando a desconfiança e o individualismo como formas de proteção. Assim, a canção constrói um retrato honesto das dificuldades, desejos e dilemas de quem tenta sobreviver e se destacar em um contexto adverso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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