
Samba Enredo 1999 - O Dono da Terra
G.R.E.S. Unidos da Tijuca (RJ)
Mitologia indígena e ancestralidade em “Samba Enredo 1999 - O Dono da Terra”
"Samba Enredo 1999 - O Dono da Terra", do G.R.E.S. Unidos da Tijuca (RJ), transforma o desfile de carnaval em uma homenagem à mitologia e à visão de mundo dos povos indígenas brasileiros. A letra vai além do folclore, valorizando símbolos e entidades como Uirapuru, Rudá, Iara, Jaci, Rairu e Tupã. Cada um desses personagens representa aspectos essenciais da cultura indígena: o Uirapuru é visto como sinal de sorte e encantamento, enquanto Tupã é o deus supremo, senhor dos trovões e criador do universo, segundo diversas tradições indígenas.
A música cria um clima mágico, onde a natureza e o sobrenatural são celebrados com respeito. Ao citar "mulheres metade serpente" (as Iaras), "curumins dançantes" e "estranhos animais", a letra mergulha no universo das lendas e rituais indígenas, reforçando a ideia de que a terra pertence a quem entende e respeita seus mistérios. O verso “Só Tupã sabia / Que eu não podia me apaixonar” traz um dilema típico das narrativas indígenas, em que o amor e o destino são guiados por forças maiores. Assim, o samba não só exalta a cultura indígena, mas também convida o público a valorizar a ancestralidade e a espiritualidade dos povos originários, celebrando a diversidade do Brasil de forma envolvente e respeitosa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de G.R.E.S. Unidos da Tijuca (RJ) e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: