
Samba-Enredo 1961 - Leilão de Escravos
G.R.E.S. Unidos da Tijuca (RJ)
Crítica à escravidão em “Samba-Enredo 1961 - Leilão de Escravos”
"Samba-Enredo 1961 - Leilão de Escravos", da G.R.E.S. Unidos da Tijuca (RJ), é um samba-enredo que aborda de forma direta e crítica a realidade brutal da escravidão no Brasil. A letra destaca a violência sofrida pelos africanos escravizados e a naturalização dessa violência no cotidiano da elite, como nos versos: “Enquanto o negro apanhava, a mãe preta embalava / O filho branco do senhor que adormecia”. Essa passagem evidencia a hipocrisia da sociedade da época, mostrando como o afeto e o trabalho da mulher negra eram explorados para o conforto dos senhores, enquanto ela própria era vítima de opressão e desumanização.
A música utiliza a imagem do leilão – “Quem dá mais, quem dá mais / Negro é forte, rapaz / Era assim / Apregoado em leilão” – para mostrar como os africanos eram tratados como mercadoria, valorizados apenas por sua força física. O refrão “Tenha pena de mim, meu senhor” reforça o tom de súplica e resignação, ao mesmo tempo em que denuncia a falta de compaixão dos senhores, que impunham castigos e jornadas exaustivas, como em “O chicote estalava / Deixando a marca do cativeiro”. O samba se destaca por não suavizar a violência e a exploração, sendo considerado mais crítico do que outros da época, como “Casa Grande e Senzala” da Mangueira. Assim, torna-se um importante registro musical de denúncia e memória sobre a escravidão no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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