
O Aborto
Uns e Outros
Narrativa impactante e crítica social em “O Aborto”
Em “O Aborto”, da banda Uns e Outros, a escolha de narrar a história pela perspectiva do feto causa um impacto imediato e desconcertante. A letra deixa clara a sensação de rejeição e abandono, especialmente ao usar a metáfora “me tirou como um câncer”, que reforça a ideia de que o feto é visto como algo indesejado, do qual a mãe precisa se livrar. O trecho “me embrulhou num pedaço d'O Dia” faz referência ao jornal popular do Rio de Janeiro, conectando a narrativa à realidade urbana e destacando o descarte impessoal e frio do corpo, como se fosse apenas mais um resíduo cotidiano.
A música aborda de forma direta os dilemas morais e sociais do aborto, evidenciando sentimentos de vergonha e honra: “Você me matou / Livrou-se assim da vergonha / Manteve assim sua honra”. Esses versos sugerem que a decisão da mãe está profundamente ligada à pressão social e ao medo do julgamento, mais do que a uma escolha pessoal livre de consequências emocionais. O verso “Fui julgado sem ter crimes / E culpado de inocência” ressalta a injustiça percebida pelo feto, punido sem ter cometido erro algum. Já “Minhas armas são tão frágeis / Quanto a sua consciência” evidencia a impotência diante da decisão e o peso moral que recai sobre quem opta pelo aborto. O desfecho, “E foi melhor pra nós dois / Entre nós um adeus”, traz uma reflexão amarga e resignada, sugerindo que, apesar da dor, a escolha foi vista como inevitável, encerrando a narrativa com um tom de despedida silenciosa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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