
Meu Mundo É o Barro
Urias
Identidade e reinvenção em “Meu Mundo É o Barro” de Urias
Em “Meu Mundo É o Barro”, Urias explora a ideia de que a identidade é algo flexível e em constante transformação, assim como o barro que pode ser moldado. A artista utiliza versos como “sou quase um cara” e a repetição de “sou nova aqui” para expressar sua busca por pertencimento e a experiência de viver à margem das normas sociais. Essas frases refletem tanto a fluidez de gênero quanto o sentimento de deslocamento, temas presentes na trajetória de Urias, que frequentemente aborda a marginalização e o empoderamento em sua obra.
A letra destaca a autossuficiência e a recusa em seguir padrões tradicionais, evidenciada em trechos como “não me escoro em outro e nem cachaça” e “eu me seguro em minha palavra, em minha mão, em minha lavra”. Urias reforça que não se encaixa em categorias sociais convencionais ao afirmar a ausência de “trabalho, classe, passe” e de “cor, nem madrinha”. A menção a um “Cristo diferente”, cuja “sombra é sem cruz”, sugere uma espiritualidade própria, livre de dogmas, e reforça a autonomia na construção da própria identidade. Ao transformar o sentimento de ser “nova aqui” em um ponto de partida, Urias mostra que é possível encontrar força e reinvenção na singularidade, moldando o próprio mundo a partir da própria vivência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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