
Vénus Noir
Urias
Afirmação e resistência negra em "Vénus Noir" de Urias
Em "Vénus Noir", Urias utiliza a repetição da palavra "negra" para enfatizar o orgulho racial e a resistência diante de julgamentos externos. A música constrói uma narrativa de autoafirmação, celebrando a mulher negra em sua complexidade, sensualidade e força criativa. Nos versos “Preta malícia, pintada a pincel / Tudo pro povo, Prêmio Nobel”, Urias se apresenta como uma obra de arte viva e agente de transformação, sugerindo que sua existência e produção artística merecem reconhecimento e destaque.
A canção explora a dualidade entre o mundano e o sagrado, como nas expressões “porta do hotel” e “porta do céu”, para mostrar que a experiência da mulher negra é constantemente vigiada, mas também é fonte de inspiração e ascensão. As referências a marcas de luxo, como Mugler e Chanel, junto à distribuição de selfies e à sensação de ser "réu", evidenciam a tensão entre o desejo de pertencimento e o preconceito estrutural, como em “barulheira negra, negra não entra no céu”. Metáforas como “todo o sabor do meu mel” e “cabelo pro alto e o quadril largo” reforçam a valorização da identidade negra. Mesmo sem declarações diretas da artista sobre a faixa, "Vénus Noir" se alinha à trajetória de Urias de empoderamento e afirmação de identidade, transformando vivências pessoais em arte coletiva e potente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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