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Miseráveis

Uzômi

Letra

    Sou o sacerdote ateu
    O da grande prostituta
    Faço o que faço porque tem que ser feito
    No entanto fiz o que fiz
    E quando vi estava cego

    Nunca fui tão cego
    Nunca fui tão pobre

    O que falo tem gosto de veneno
    E é por isso que eu me calo
    Porque não quero morrer
    Com as besteiras que eu falo

    E nunca fui tão cego
    Nunca fui tão pobre
    Nunca fui aquele que pré sonhava ser

    Se só se ouve no silêncio
    Prefere calado sofrer
    Se eu só te cuspo o meu veneno
    Que não te mata
    E me faz morrer

    E nunca fui tão cego
    Nunca fui tão pobre
    Nunca fui aquele que eu pré julgava ser


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