Exibições da letra 835

Pelo Norte #1 (part. UZZY, QVXNO, GUIMA, VIEITOS e EACH1)

Uzzy

LetraSignificado

    Tô pelo norte, hoje já fiz mais de mil e tal quilômetros
    Só de ponta a ponta, tipo a tua bitch a pôr-te os cornos
    Giro tanto, não tô tonto, nem vão lá com descontos
    Memo perdendo a partida vão levar todos os pontos
    Na cabeça, boy, eu pus-te a bater crânio, tu nem pensas

    Tô pelo norte, hoje já fiz mais de mil e tal quilômetros
    Só de ponta a ponta, tipo a tua bitch a pôr-te os cornos
    Giro tanto, não tô tonto, nem vão lá com descontos
    Memo perdendo a partida vão levar todos os pontos
    Na cabeça, boy, eu pus-te a bater crânio, tu nem pensas
    O teu cérebro é reduzido a reproduzir outros gangsters
    Sem ofensas mas eu trago desavenças
    Veio-te a falar de bago mas és papagaio gago com doenças
    Quem atura a futura cultura Tuga a darem não?
    Se a princesa que jura faz o memo que o sá Leão
    Calma então, mas qual rap ou cultura? Tu calma irmão
    Se quase já nem tamos Tugas 'cause manhés que paqui estão
    Tá fodido b, sistema é cínico
    Vira o disco e toca o memo, políticos aqui jogam frizbee
    Salário mínimo, nem paga a consoada, assunto é ínitimo
    Ninguém sofre com bacalhau desde que Cristina lançou o pipy

    Tu não passas de comédia, quanto só passas cobiça
    E eu rimo acima da media, mesmo por baixo do visa
    Não venhas dar matéria quando só materializas
    Um gajo encurta-te a rédea caso tu não curtas a minha
    Quitado a debitar titânio, tinta pinga até pintar
    O Uzzy disse pa bater crânio, pôr o tímpano a tilintar
    Caneta é química, é típico não dar para tipificar
    Minha lírica é vício tipo aquilo que tu tás a snifar
    Eu fiz cá teto das dobras, ninguém me pitágora
    Minha língua é da sogra, um gajo só pica a nora
    Tô atrás do Sol, farto de viver na sombra
    E quando eu voltar é para limpar o teu recinto sem vassoura
    (Sai da frente)
    Parto-te as canetas, só cá vim dar uma perna
    Tu pareces maneta a escrever com os cotovelos
    Eu abro-te a cabeça se quiseres apanhar pedras
    Tal como a berma, tô pronto para quebrar gelo

    Pelo norte, postura de ataque desde o time desses visigodos
    Cultura é sotaque, gritam claques, muito giz e blocos
    Super homem cá, alimentados, chumbam super bocks
    Sempre em modo sport, sem comforts
    Se entro a pés juntos, é pa entrar com o pé direito
    Justiça à porto quando é pa fazer direito
    O meu consumo é porto fresco, bom tanino e acidez
    Mira o que o teu camba lê, nem com vinho eu cambaleio
    Guima do alto da torre, visões diárias
    Tô á procura do golo, um nove, visões de áreas
    Sem esqueletos no armário, vigários, já ghostwriters
    Só quando encarno diabos é que eu abraço fantasmas
    Aqui é tudo válido, pra muitos já não vale iva
    A zona norte, roka forte, busca ao capital limpo
    Resell é moda Italy, mas eu só penso em (in) vestir
    O que eles dizem não se escreve e o que eu rimo não tá escrito

    Com a pupila da retina dilatada
    Cá pra mim não foi propina, foi pra pina lá deitada
    Não aguentou e foi pa prima, então deixa que o primo mata
    A escrita é obra prima que oprime a cabeça do primata
    Prime o gatilho é só pa pa pa, no pescoço é só prata pá
    Desculpas pa atacar ou patapar, para pá
    Todos fazem guita da placa pa fugir do placard
    Vês elas a dar a pata a quem nem se esforça patar
    Sobe o cîroc, tiros Glock, x9 denunciam logo
    Tiro a matricula do bote, meto a partícula no pote
    Meto-te a partir a clavícula, ela gesticula com sorte
    Enquanto um gajo ejacula, ela já colava recorde
    Mercedes, modo sport, zona norte, a tua morte pediram
    Entorno o copo enquanto os fardados subiram
    Dou um até logo e desde aí nunca mais me viram
    Avisa a cota o teu filho chegou, nunca mais me tiram

    Eu já sei que entre o bem e o mal não há fronteiras concretas
    Que a concordância e a razão nem sempre são coisas conexas
    Mas quando uma multidão entende ideias erradas como certas
    Tá a identificar um visionário e não as pessoas que tão cegas
    E se nem cabeça tens pa conseguir das ouvidos
    Escrevo metáforas visuais, ativo occipitais sem vídeos
    Tu desliza o lápis e olha bem pro risco
    Tamos juntos mas sem contacto, como as camadas grafite
    É que se o estado em que estão não bastou pa descreres
    É porque a história não está em questão quando escrevo
    Não é só um extremo que se estende ao distar doutro extremo
    Enquanto cresço, cresce até quem se absteve (de fazê-lo)
    E ao dizer isto englobo tudo aquilo que vos move, que é absurdo
    A minha crew ainda se move pela fome, escreve cru
    O êxito é turvom não é porque alguém promove que é absoluto
    Só não é sorte se mais ninguém o consome, exceto tu

    Mi Nome es César, vir de Romenia, pá, não saber o que dizer
    Deixar beat para vocês divertie agora, si muito obrigado por assistir, é nós!


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