
Passional
Vander Lee
Humor e resignação diante da traição em “Passional”
Em “Passional”, Vander Lee utiliza o humor e a ironia para abordar a traição amorosa de forma leve e bem-humorada. O narrador, ao descobrir que foi trocado por um sambista de uma escola campeã, não reage com raiva ou violência, mas sim com resignação e sarcasmo. O ambiente do samba, reforçado por menções a nomes como Noel, Cartola e Paulinho da Viola, cria um cenário tradicional e festivo, contrastando com o drama pessoal do narrador. O título e a letra brincam com a ideia de um crime passional, mas aqui o "crime" é apenas a perda da parceira, tratado sem agressividade, como no verso: “pra sorte dela sou de paz, não crio caso, não brigo”.
O narrador chega a exagerar sobre o que poderia ter feito – “Senão eu rodava a baiana / Punha ponto final / E um de nós dois ia parar no hospital” –, mas logo reafirma sua postura pacífica. A decisão de “ir pra Minas Gerais” no final da música tem duplo sentido: além de ser uma referência à terra natal de Vander Lee, simboliza o afastamento definitivo do samba carioca e da relação, preferindo a tranquilidade mineira à confusão amorosa. Dessa forma, “Passional” transforma um episódio de ciúme e desilusão em uma crônica divertida, misturando orgulho ferido, referências culturais e um olhar afetuoso sobre as pequenas tragédias do cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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