
Semáforo
Vanguart
Rotina e angústia existencial em “Semáforo” da Vanguart
Em “Semáforo”, da Vanguart, a repetição de “Hoje é terça-feira” vai além de marcar o tempo: ela evidencia uma rotina opressora e um cotidiano sem grandes acontecimentos. Essa escolha, junto à melodia melancólica, transmite um sentimento de apatia e cansaço, como se os dias se arrastassem sem propósito. Imagens como “o céu borrou a cor” e “o céu se põe debaixo do tapete” reforçam a ideia de um mundo sem brilho, sugerindo o desejo de escapar da realidade ou de superar a monotonia, como aparece em “Ó minha mão do céu, Ó meu pé do chão”.
No refrão, versos como “Só acredito no semáforo, só acredito no avião, eu acredito no relógio” mostram a busca por referências concretas e previsíveis em meio ao caos emocional. O semáforo, o avião e o relógio simbolizam ordem, controle e rotina, em contraste com a descrença nas pessoas e no próprio cotidiano, expressa em “Eu não creio em vocês”. Esse apego ao que é mensurável e seguro surge como resposta à incerteza ao redor. No final, a repetição de “Todos meus amigos... querem morrer” revela uma angústia coletiva, um sentimento de desamparo compartilhado. A metáfora dos amigos que “voam... com olhos de anis, com asas de fogo” sugere tanto o desejo de fuga quanto a dor de quem fica. Assim, a música equilibra introspecção e crítica à rotina, usando metáforas para retratar o peso da existência e a busca por sentido diante da monotonia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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