
Domingo Não Estou no Parque
Velotroz
Relações virtuais e solidão em “Domingo Não Estou no Parque”
O título “Domingo Não Estou no Parque” faz referência direta à clássica “Domingo no Parque”, de Gilberto Gil, mas inverte seu sentido. Enquanto Gil retrata um encontro intenso e trágico em um espaço público, a Velotroz aborda o afastamento, tanto do ambiente físico quanto das relações presenciais. A música destaca o impacto da tecnologia nas conexões humanas, como no verso “Posso dizer que eu te amo pelo computador mas não é a mesma coisa”, que expressa a alienação e a superficialidade das interações virtuais, um tema muito atual.
A letra também explora a rotina e o vazio existencial, evidenciados em “Todo dia faço o mesmo, sou a mesma coisa” e na incerteza sobre gostos e identidade: “Nem sei mais se gosto do rock”. O questionamento sobre diferenças religiosas e a frase “alguma coisa nos uniu, o mundo pra nos separar” mostram que, mesmo com afinidades, o mundo contemporâneo impõe barreiras e distanciamentos. A expressão “maresia do tempo” simboliza o incômodo da passagem do tempo e da estagnação, enquanto a “duplicidade de suas guitarras” pode ser entendida tanto como referência ao som da banda quanto à dificuldade de se destacar em meio ao ruído do cotidiano. O final, com a pessoa “offline”, reforça o sentimento de desconexão e solidão, mesmo em um mundo hiperconectado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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