
Esta Vez
Julieta Venegas
Reflexão sobre fragilidade e honestidade em “Esta Vez”
Em “Esta Vez”, Julieta Venegas utiliza a metáfora do papel para abordar a fragilidade e a transitoriedade da existência humana. Ao citar objetos comuns como “servilleta” (guardanapo) e “recibo de luz” (conta de luz), a artista sugere que, assim como esses itens descartáveis, as pessoas também podem ser facilmente esquecidas ou deixadas de lado. Essa comparação reforça a ideia de que estamos sujeitos a forças externas e que nossa presença pode ser tão efêmera quanto um pedaço de papel.
No verso “somos la corteza de un árbol que nada tiene que ver con el sudar del viento” (“somos a casca de uma árvore que nada tem a ver com o suor do vento”), Venegas aprofunda a sensação de desconexão entre o ser humano e a natureza. Mesmo fazendo parte do mundo natural, muitas vezes nos sentimos distantes dele. Ao mencionar “las infracciones y las hojas de la biblia” (“as infrações e as folhas da bíblia”), ela amplia o significado do papel, incluindo tanto aspectos mundanos quanto espirituais da vida. A repetição de “esta vez somos honestos” destaca o desejo de encarar essa vulnerabilidade de forma sincera, aceitando nossa condição passageira sem ilusões.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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