
Copenhague
Vetusta Morla
Viagem interior e busca por sentido em “Copenhague”
A música “Copenhague”, da Vetusta Morla, faz uma conexão direta com o filme “Alice nas Cidades”, de Wim Wenders, ao mencionar “Alicia sin ciudad”. Essa referência sugere uma busca existencial marcada pelo deslocamento e pela sensação de não pertencimento. Assim como a personagem do filme, a figura feminina da canção está sempre fugindo de ilusões e do excesso de tempo, enquanto o personagem masculino “corre sem nunca ter aprendido a andar”, mostrando uma inquietação constante e dificuldade de criar raízes.
As imagens de “aeroportos” e “canal” reforçam a ideia de transitoriedade, onde partir exige coragem, mas chegar também traz medo. O refrão “Dejarse llevar suena demasiado bien / Jugar al azar / Nunca saber dónde puedes terminar o empezar” (“Deixar-se levar parece bom demais / Brincar com o acaso / Nunca saber onde você pode terminar ou começar”) expressa tanto o fascínio quanto a angústia diante do imprevisível e da possibilidade de recomeço. O tom melancólico da letra, com versos como “llueve en el canal” (“chove no canal”) e “ella duerme tras el vendaval” (“ela dorme depois da tempestade”), transmite solidão e o desejo de escapar para outro tempo e lugar. Esses temas dialogam com a busca por autenticidade e sentido, presentes tanto na trajetória da banda quanto nas referências cinematográficas que inspiraram a canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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