Confissões de Uma Inventora de Amores

Vibrando Na Luz

Eu era expert em criar fantasia
Transformava qualquer talvez em profecia
Mas aprendi entre tropeços e refrões
Que amor não é imaginação

Eu já chamei um silêncio qualquer de romantismo
Só porque o cara era bonitinho
Já dei replay em olhar sem chance
Já fiz poema pra gente desinteressante
E dei medalha do meu pódio pra quem nem merecia

Já confundi carência com tesão
E achei que tava abalando o coração com migalhas na mão
Só que hoje eu acordei diferente
Tem visita de uma verdade inconveniente por aqui

Às vezes eu acho que não tem ninguém que me queira
Mas, a verdade é que eu parei de implorar
E decidi sair do espetáculo do quase lá
Hoje eu não aceito qualquer querer
Não tô em vitrine pra distrair alguém

Eu não tô sozinha
Eu tô seletiva
Se não sustenta a chama
Nem encosta na gasolina
Eu prefiro o silêncio do meu travesseiro
Do que um ego aventureiro
Não sou intervalo do seu tédio

Se for pra amar, tem que ser com presença, inteiro e com seriedade
Se for ilusão, a porta da rua é serventia da casa
Bye!

Eu não aceito qualquer querer
Aprendi a me escolher também
E se o amor quiser me reconhecer
Que venha pra somar e evoluir

Eu não tô sozinha
Eu tô seletiva
Se não sustenta a chama
Nem encosta na gasolina
Eu prefiro o silêncio do meu travesseiro
Do que um ego aventureiro
Não sou intervalo do seu tédio

Composição: Paula Carolina Rossi Claro. Essa informação está errada? Nos avise.

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