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Renuncia em prantos

Vicente Celestino

Letra

    Sim, disseste que chorei
    Quando jurei no auge da dor
    Buscar alento
    No esquecimento
    E o pensamento
    Jamais envenenar com teu amor.
    E assim os pobres olhos meus
    Sem os teus,
    Sentindo a inclemência
    Da ausência,
    Dor que eu não previ
    Tiveram a covardia
    De chorar por ti.

    Foram-se os ais, mas nunca mais
    Os versos meus que foram teus
    Tu ouvirás,
    Hei de sorver, todo o amargor
    Mas o teu amor tudo farei
    Para esquecer.
    Meu coração,
    Como um vulcão,
    Extinto a tempos
    Na algidez de tua mão,
    Saudades tem,
    Chora porém,
    Já não palpita por ninguém.

    Para o teu amor
    Minha saudade é quase vã,
    Quem sabe se amanhã
    Eu já não pense em ti,
    Diga que eu sofri
    Se um dia alguém te perguntar
    Se eu te soube amar
    Diga que amando enlouqueci.

    Mas que essa loucura
    O nome teu fez-me olvidar,
    Diga que a cantar
    Qual doido corifeu,
    Desfiz um verso meu
    Em flores rubras e depus
    Aos pés de um grande amor,
    Junto a uma cruz.

    Composição: Cândido das Neves Índio / Juca Kalut. Essa informação está errada? Nos avise.

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