
Raiz Africana
Victor Cali
Resistência e ancestralidade em "Raiz Africana" de Victor Cali
"Raiz Africana", de Victor Cali, transforma vivências de opressão e resistência negra em um manifesto direto contra a desigualdade e o racismo estrutural. A letra traz imagens marcantes, como “o mar de Iemanjá me jogou para a areia / Minha calda virou perna / Minha culpa virou pena / Do sistema”, conectando a ancestralidade africana e a religiosidade afro-brasileira à luta diária por dignidade. A referência a Iemanjá, divindade das águas, sugere um renascimento forçado e doloroso, onde a transformação de sereia para humana simboliza a necessidade de adaptação diante das adversidades impostas pelo sistema.
O refrão reforça o orgulho e a resistência: “Minha nação negra! Nagô! / É maior e eu não vou! / Me abater quando o mal me procurar”. O termo “Nagô” faz referência aos povos iorubás trazidos ao Brasil, destacando a identidade e a herança africana como fonte de força. A música denuncia a violência policial e o racismo institucional, como em “PM chega no abate / Preto chega no caixão”, e critica a hipocrisia social e midiática: “Redes de televisão / Invadidas pela raiva antifascistas / Que na rua queima os de terno / O interno fere o patrão”. No final, o apelo “Não se negue, irmão!” convoca à autoafirmação e à luta coletiva, rejeitando a negação da própria identidade negra diante das pressões do sistema. Assim, a canção se firma como um grito de resistência, orgulho e denúncia, usando a voz como arma contra a opressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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