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Nuestro espejo

Victor Heredia

Letra

Nosso Espelho

Nuestro espejo

Nosso espelhoNuestro espejo

E é assim que a vida vai passandoY es así como se va la vida
lentamente, amigos,lentamente amigos,
Dizíamos ontem amanhã,Decíamos ayer mañana,
e o amanhã já passou.y el mañana ya pasó.
A gente insiste em verUno se empecina en ver
como os outros vão envelhecendo,cómo envejecen los otros,
O tempo nos perdoouEl tiempo nos ha perdonado
e nosso espelho nos vê igualY nuestro espejo nos ve igual
que em sessenta e sete,Que en el sesenta y siete,
Quando a polícia cortava na raizCuando la poli, cortaba al ras
todo cabelo que passasseTodo pelo que excediese
do que era considerado normal,La tesitura de lo normal,
e entregávamos a vidaY entregábamos la vida
por uma migalha de liberdade.Por una hilacha de libertad.
Eu vivi setenta e três,Yo viví el setenta y tres,
Chorei quando abriram as portas,Lloré cuando abrieron las puertas,
Cantei junto com os camaradasCanté junto a los compañeros
e depois voltei a chorar,Y después volví a llorar,
Quando em setenta e seisCuando en el setenta y seis
pararam de haver mais primaverasDejó de haber mas primaveras
Aqueles anos levaramAquellos años se llevaron
o melhor de cada um.lo mejor de cada cual.
As asas do desterroLas alas del destierro
mataram sonhos inocentes e eu viMataron tiernos sueños y yo vi
como as madrugadas foram perdendo a corCómo se despintaban las madrugadas
na minha cidade,En mi ciudad,
No Ramos ninguém falavaEn el Ramos nadie hablaba
senão de exílio e solidão.Mas que de exilio y de soledad.
Mas em oitenta e três,Pero en el ochenta y tres,
senti que tudo florescia,Sentí que todo florecía,
Voltei a ouvir vozes queridasVolví a escuchar voces queridas
e sonhei com um depois.Y soñé con un después.
Mas que fragilidade,Pero que fragilidad,
Barquinhos de papel, os sonhos,Barquitos de papel los sueños,
foram se desmoronandoSe fue desmoronando
sobre nossas vidas, a verdade,Sobre nuestras vidas, la verdad,
e no ano que corre, meu espelhoY en el año que corre, mi espejo
volta a desfalecer,Vuelve a desfallecer,
A cada dia acrescenta um sulcoCada día agrega un surco
que me envelhece e sobre minha peleQue me envejece y sobre mi piel
carrego escrito que amanhãLlevo escrito que mañana
terei os mesmos sonhos de ontem.Tendré los mismos sueños de ayer.


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