
Samba Enredo 1987 - Raízes
G.R.E.S Unidos de Vila Isabel (RJ)
Mitologia indígena e ancestralidade em “Samba Enredo 1987 - Raízes”
Em “Samba Enredo 1987 - Raízes”, do G.R.E.S Unidos de Vila Isabel (RJ), a ausência de rimas não é apenas um recurso estilístico, mas reforça a proposta de contar uma história ancestral, aproximando a letra de uma narrativa tradicional indígena, como as lendas dos Kaapor. O samba celebra as origens ao recontar a mitologia da criação das estações do ano, destacando Maíra, o deus supremo da cosmogonia indígena, responsável por dar início à vida e à ordem natural. Quando a escola afirma que vai se “incorporar de Maíra”, sugere que Vila Isabel se coloca como guardiã e transmissora dessas raízes culturais, valorizando a herança dos povos originários brasileiros.
A letra narra a trajetória de Arapiá, a única deusa de pedra a receber vida, e sua busca por conhecer a natureza, que a leva ao encontro de Numiá, mãe dos peixes. Dessa união, nascem quatro filhos, cada um representando uma estação do ano: verão, outono, inverno e primavera. O conflito entre Arapiá e Numiá, resolvido por Maíra, simboliza a separação dos astros Guaraci (sol) e Jaci (lua), explicando de forma poética os ciclos naturais e a alternância das estações. Ao transformar elementos da mitologia indígena em metáforas para fenômenos naturais, a letra transmite uma mensagem de respeito à diversidade cultural e à harmonia com a natureza, celebrando a importância de preservar os saberes ancestrais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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