
Ah! Non Credea Mirarti - La Sonnambula
Vincenzo Bellini
A efemeridade do amor em “Ah! Non Credea Mirarti” de Bellini
Em “Ah! Non Credea Mirarti - La Sonnambula”, Vincenzo Bellini explora a fragilidade do amor ao compará-lo a uma flor que murcha rapidamente. O verso “Passasti al par d'amore / Che un giorno sol durò” (“Você se foi como o amor / Que durou apenas um dia”) destaca como tanto a flor quanto o sentimento amoroso podem ser intensos, mas passageiros, deixando uma sensação de perda e desamparo. Esse tema central ganha ainda mais peso ao considerarmos que a frase inicial da ária foi gravada no túmulo do próprio Bellini, reforçando a ligação entre a transitoriedade da vida, do afeto e a obra do compositor.
A melodia delicada e expressiva, característica do bel canto de Bellini, intensifica a atmosfera melancólica da ária e permite que a intérprete transmita toda a vulnerabilidade e sofrimento de Amina. No trecho “Potria novel vigore / Il pianto mio recarti / Ma ravvivar l'amore / Il pianto mio, ah, no, no, non può” (“Meu choro poderia dar novo vigor à flor / Mas reviver o amor / Meu choro, ah, não, não pode”), fica clara a impotência diante da perda: o lamento pode até revigorar a flor, mas não é capaz de restaurar o amor. Essa resignação diante do fim, permeada por uma esperança frustrada, torna a ária universalmente tocante e explica sua importância histórica e emocional, inclusive para figuras como Chopin, que a escolheu para seus momentos finais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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